quarta-feira, 14 de março de 2012

O Tigre está sem identidade

O Criciúma Esporte Clube perdeu, dentro das quatro linhas, a virtude que mais o caracterizava: a maneira Tigre de jogar. Era quase impossível ganhar do Criciúma dentro do estádio Heriberto Hülse. Em todo o território nacional ouvíamos falar daquele time aguerrido de Santa Catarina, com uniforme de cores maravilhosas e como se diz na gíria “cri-cri”, um time que jogava um futebol diferenciado.

Atualmente o grupo é formado, na maioria, por jogadores desconhecidos, colocados no clube por empresário apenas por interesse financeiro, buscando a projeção dos atletas. Notamos que, nos últimos anos, os jogadores contratados não tem qualquer identificação com a cidade. Basta lembrar que os nossos grandes ídolos abraçaram de forma tão intensa a paixão da nossa torcida que se tornaram cidadãos criciumenses.

Precisamos urgentemente de alguém que conheça o nosso meio futebolístico, para que possamos resgatar a nossa identidade e formar um time competitivo.

Entrelinhas
Ouvi de alguns sócios patrimoniais, conselheiros e até ex-dirigentes do Criciúma Esporte Clube que o problema na formação de um time competitivo esta na diretoria que não é do ramo. Há necessidade de contratar alguém que conheça jogadores e suas características, mas principalmente identificado com a nossa região e que possa viver a verdadeira paixão do torcedor, sem ser aquele profissional frio, robótico, como os que têm surgido por aqui. Sai treinador, entra treinador e quem contrata é não é questionado nem verdadeiramente responsabilizado.

Mundo
Pepe Guardiola, treinador do Barcelona, declarou que o time joga o melhor futebol do mundo, inspirado na seleção brasileira dos anos de 1970 e 1982, sustentado por um projeto extraordinário nas categorias de base, formado por pessoas que possuem identificação com o clube. O Tigre tem uma das maiores estruturas administrativa e financeira do Brasil. Com a conclusão do Centro de Treinamentos e a reforma do estádio, poderemos, sem duvida nenhuma, ter  um dos maiores time do Brasil. Porém, para que isso aconteça, teremos fazer futebol da forma correta.

Um comentário:

  1. E como está se saindo Sr. Pastana?

    Cito o exemplo da SER Caxias, que tem como gerente de futebol o Sr. Amauri Hickmann, que atuou pelo clube em 1979, e está fazendo uma parceria muito legal com o professor Paulo Porto, inclusive com a conquista do primeiro turno de nosso disputado campeonato gaúcho.

    Desejo muita sorte ao Tigre! Já que, por sorte, não nos cruzaremos no campeonato nacional! Mas ano que vem, na série B... quem sabe!

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