A região Sul do Estado perdeu um representante no Catarinense de futsal masculino. O time do Siderópolis/Unesc, que teria vaga na primeira divisão do campeonato adulto, não disputará a competição neste ano. A equipe foi desfeita depois que Siderópolis perdeu o apoio financeiro que recebia da Unesc.
“Não vamos continuar com o projeto porque perdemos o nosso maior parceiro, que disponibilizava bolsas de estudos para os atletas e R$ 25 mil para cobrir os custos com transporte. Sem isso, ficou inviável manter a equipe”, explica o presidente da Fundação Municipal de Esportes de Siderópolis, Willian Bonassa.
Ele conta que a FME ainda buscou outros patrocinadores, mas não obteve êxito. Segundo Willian, os atletas que compunham o grupo no ano passado já foram avisados e a maioria deles já acertou a ida para outras equipes.
“Estamos conversando com outra equipe da região, para nos representar em campeonatos regionais, nos Joguinhos e nos Jogos Abertos (Jasc), pois o time é um espelho para as nossas escolinhas”, afirma o dirigente.
De acordo com ele, o treinamento oferecido para os garotos não só será mantido como deve ser ampliado. “No ano passado, tínhamos 400 crianças de quatro a 14 anos em cinco núcleos. Neste ano, já são 500 e a intenção é chegar a 700, abrindo novas turmas”, antecipa Willian. O município também oferece escolinhas de voleibol nos dois naipes e a partir do segundo semestre deve abrir turmas de handebol e basquete.
ECONOMIA
O coordenador do setor de esportes da Unesc, José Antonio Carrilho informa que a retirada do patrocínio ao time de futsal masculino deve-se a ações de contenção de gastos tomadas pela universidade. “Temos um compromisso com o imposto de renda de R$ 600 mil por mês e o rompimento com o hospital de Araranguá também deixou um passivo trabalhista à Unesc. Por isso, os gastos em todos os setores foram revistos”, diz Carrilho.
Ele conta que representantes da universidade vão se reunir com o prefeito de Siderópolis nos próximos dias e devem disponibilizar ao município bolsas de estudo de filantropia. “Daí a prefeitura vai destinar para onde achar melhor”, afirma. Segundo Carrilho, a “economia” atingiu também o time de futsal feminino. “Tivemos uma grande redução por parte da Unesc”, considera.
Foto: Lucas Colombo/Jornal da Manhã
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