Preocupante não só pelo placar, também pelo futebol apresentado. Nos dois últimos jogos, como também no de terça-feira à noite, o Criciúma mostrou a sua realidade. Um futebol sem padrão. Uma equipe que entra em campo, com os jogadores apenas ocupando as posições de acordo com a escalação, sem qualquer aparência de um time fechado, solidário, dando a impressão de que não existe diálogo entre os jogadores em campo. Isso é fruto das inúmeras mudanças ocorridas dentro do clube no primeiro semestre deste ano, mais especificamente no departamento de futebol. Cada diretor ou treinador contratou a esmo, dentro do que entendia ser melhor. Isso resultou num grupo de jogadores com características parecidas e repetidas em alguns setores, faltando outros com personalidade de liderança e definição, dificultando na formação de uma equipe competitiva. O Tigre precisa mudar o discurso, pensando primeiramente em encontrar o time ideal, que possa somar pontos para se manter na Série B.
AVALIAÇÕES:
Andrey: Nota 5 – Sem culpa nos gols tomados. Fez algumas boas defesas que evitaram um vexame maior.
Fábio Santana: Nota 3 – Jogou pouco, considerando o futebol apresentado e o tempo em que ficou em campo.
Rogélio: Nota 3 – Não jogou bem, falhando inclusive no gol de empate do Guarani, na cobrança de escanteio.
Anderson Conceição: Nota 3 – Também não jogou bem. A má jornada dos volantes, complicaram os zagueiros.
Pirão: Nota 2 – Além de jogar mal, foi expulso de novo. Jogador irresponsável. Parece que não quer mais jogar no Tigre. Deveria ser dispensado.
Baraka: Nota 2 – Irreconhecível. Sua pior partida desde que chegou ao Criciúma.
Henik: Nota 3 – Muita vontade apenas. Marcou e correu errado como todo o time.
Aloísio: Nota 4 – Muito pouco futebol apresentado para um jogador que tem a função importante de armar a equipe.
Pedro Carmona: Nota 4 – Incluído na mesma avaliação do seu companheiro de meio campo Aloísio.
Schwenck: Nota 3 – Correu muito, se empenhou, mas não consegui apresentar um bom futebol. A bola não chega com qualidade.
Zé Carlos: Nota 5 – Tem estrela, fez o gol e enquanto esteve em campo deu trabalho para o adversário.
Fabinho Capixaba: Nota 2 – Não acrescentou nada.
Éder: Nota 2 – Entrou, não acrescentou nada e foi substituído. Não sei se terá condições psicológicas para continuar no Criciúma.
Breitner: Nota 2 – Também não foi bem. Entrou num momento muito difícil da partida, além de estar sem ritmo.
Mauro Fernandes: Só relevo uma crítica mais severa, pois acredito que nem ele poderia imaginar a falta de atitude dos jogadores que estavam ganhando o jogo por 2 a 0, e não tiveram a percepção tática para segurar a bola, fechando o sistema defensivo afim de manter o placar ou ampliar através dos contra ataques. O Guarani precisava desesperadamente da vitória e o time do Criciúma, após o desastre do primeiro tempo, poderia ter retornado para o segundo com uma forma diferente de jogar, cabendo esta responsabilidade ao treinador de fazer a alteração nos vestiários. O técnico Mauro Fernandes já permaneceu o tempo suficiente diante do time do Criciúma e com a sua experiência tem a obrigação de colocar em campo, um time com uma proposta tática definida, bem como conhecer na sua totalidade. É inadmissível o que aconteceu com o atleta Èder, que entrou no segundo tempo do jogo e em seguida foi substituído. Dá a sensação de que o treinador está perdido e que os treinamentos não estão servindo para nada.