Um bom jogo de futebol, se avaliar a velocidade, esquema tático, o emocional e, principalmente, o estágio atual das duas equipes. O Criciúma fez uma de suas melhores partidas no campeonato. Um time determinado e com muita vontade. Sinceramente há muito tempo eu não via jogadores do Tigre fazendo cada um a sua função com tanta concentração. Infelizmente esse aproveitamento começou relativamente tarde, se analisarmos a colocação na tabela e a obrigação de vencer, porém para instituição Criciúma Esporte Clube, demonstra os acerto finais e a capacidade de reação da diretoria com relação às mudanças. O time paga pelos erros cometidos no início da competição. O futebol não perdoa erros tão significativos, mas o importante é que eles servirão para acertos futuros. Já podemos observar isso nos últimos jogos, especificamente no desta terça-feira à noite.
Nota 8: Andrey, Fabinho Capixaba, Rogélio, Anderson Conceição, João Vitor, Jackson, Baraka, Pirão, Doriva, Roni e Tiago Silvy. Seria um crime diferenciar e avaliar individualmente cada jogador. Na minha visão cada um, dentro da sua posição e característica, fez o seu melhor. Só não conseguiram a nota máxima em razão do resultado que não foi atingido, ou seja, a vitória planejada.
Sem nota: Fernando Gabriel e Adeílson, que foram escolhidos pelo inusitado do futebol para proporcionar ao goleiro Weverton, o melhor jogador da Portuguesa na partida, duas das melhores defesas de todo o campeonato. Em qualquer outro jogo, perder o gol como o de Adeílson seria considerado uma jogada normal, com grande habilidade do goleiro, porém, no jogo desta terça-feira, com toda aquela carga emocional, frustrou a torcida. Também a falta batida pelo Fernando Gabriel, com a defesa espetacular do goleiro. O jogador Nilson entrou nos últimos minutos e não pode fazer muita coisa.
Nota 9: Márcio Goiano – O melhor do jogo. Ao observar a escalação do Criciúma antes do jogo, confesso que tive certa incredulidade com relação a produção do time no jogo que ocorreria diante da Portuguesa. Quatro volantes, se considerarmos como vinham jogando Jackson, Baraka, Pirão, Doriva e dois meias atacantes como Roni e Tiago Silvy, sem características de referência de área, inclusive com baixa estatura, sinceramente gerou desconfiança. Mas como sempre ponderei, um jogador pode ser defensor e jogar como armador ou atacante, desde que seja bem orientado e desempenhe a função que lhe foi atribuída, com capacidade. Sei que não é nada fácil para um treinador mobilizar um grupo de jogadores com várias cabeças diferentes, e fazer com que cada um faça o seu melhor dentro da sua posição em campo, e tudo isso se torne, em uma única força coletiva. O treinador Marcio Goiano conseguiu isso, mobilizou o time adversário, Edno, Ananias e Marco Antonio não conseguiram jogar, e ainda foi eficiente no ataque. Isso prova que ele tem o grupo na mão e faz a leitura correta das características de cada atleta. Pena que não foi premiado com a vitória, mas isso é coisa do futebol.
Arbitragem: Estava apitando bem. Cometeu um erro grave que influenciou no resultado da partida, ao não marcar um pênalti a favor do Criciúma, quase no final do jogo, quando o Tigre era só pressão e goleiro Andrey se juntou ao ataque, realizando uma cabeçada, que foi vergonhosamente segura, pelas mãos do defensor da Portuguesa. Lamentável.


